P´RÁ MESA: Francisco Passos do Restaurante A Regaleira em Entrevista à Revista P´rá Mesa! ContentO que é a Francesinha e a sua História?Ingredientes para a Francesinha à moda do Porto: Nas sobremesas há pudim caseiro francês feito com gemas e vinho do Porto, bolo de bolacha, mousse de chocolate, natas do céu, entre outras coisas boas para devorar. Quem for à Regaleira pode provar a francesinha original por 8,60€, mas também tem opções em pão de forma por 9,60€ ou, para os mais contemporâneos, a francesinha com bife em pão de forma por 10,50€. Em qualquer uma delas, pode acrescentar ovo estrelado e batatas fritas às rodelas por mais 1€. Para completar a refeição perfeita pode juntar ainda a cerveja Regaleira (2,50€). O que é a Francesinha e a sua História? O primeiro espaço é A Regaleira, onde nasceu a francesinha. Felizmente para a tradição portuense, esta casa abriu em 1943 e conseguiu sobreviver até à atualidade oferecendo continuamente as francesinhas (8,60€) mais tradicionais. Alias, é o único restaurante que confeciona este prato como ele foi pela primeira vez vendido ao público. Conta-se que Daniel era um mulherengo e que para homenagear as mulheres francesas — que já usavam mini-saias e eram mais atrevidas do que as portuguesas —, criou uma sanduíche especial. Ingredientes para a Francesinha à moda do Porto: Aberta desde 2017, esta casa tornou-se, desde logo, conhecida pela sua francesinha com batata e ovo. O bife é tenro e sem nervo, os enchidos são típicos e de qualidade e o ovo vem embrulhado numa camada generosa de queijo. Por cima, o molho é tradicional, denso e com um toque mais forte a saber a tomate. Mas o prato que rouba o nome ao restaurante, pega nela e acrescenta-lhe ainda um hambúrguer e cebola caramelizada, para os mais corajosos. Há ainda a opção com bife de frango, com camarões e com bife picado em pão bijou. O Santa Francesinha destaca-se ainda pela sua francesinha 100% vegan, com bifinhos de seitan, enchidos vegetais e cogumelos Portobello, uma das mais populares neste campo. A Irmandade da Francesinha nunca se faz anunciar e as suas visitas são sempre incógnitas. Se algum cliente num restaurante disser ou sugerir que pertence à Irmandade da Francesinha, pedimos por favor que o sirvam bem, como a qualquer outro cliente, mas sabendo que não está a dizer a verdade. A francesinha nasceu no Porto, mas rapidamente se espalhou por outras cidades do Norte, ganhando sotaques próprios. Braga e Vila Real são dois bons exemplos de como a receita evoluiu sem perder a alma. A receita original da Francesinha ainda é a que hoje se serve na Regaleira. Em vez do pão de forma, é servida com o pão biju de cinco quinas. Depois, leva uma fatia de queijo, salsicha e linguiça frescas, uma fatia de perna de porco assada e uma segunda fatia de queijo. Neste espaço de ambiente familiar, existem diversas versões da francesinha, sendo a mais popular com pão bijou, tal como a receita original desta iguaria portuense. À semelhança da francesinha que é servida na casa que lhe serviu de inspiração, no Capa da Baixa o bife de qualidade é servido sem nervos egorduras e com um molho saboroso e espesso. Aliás, Vila Nova de Gaia, do outro lado da ponte, é casa de algumas das mais deliciosas francesinhas desta lista. Até porque a primeira francesinhas famosas no Porto remessa esgotou logo no almoço de abertura. Ainda assim, e sempre com a vontade de devolver à cidade um dos seus ícones, nunca perderam a esperança de reabrir. Mesmo numa altura de pandemia em que muitos restaurantes fazem precisamente o percurso inverso. Mas a escassez é só no espaço, porque a comida é bem servida e a simpatia dos donos transborda por todos os lados.A especialíssima adiciona bacon aos ingredientes habituais e já vem com ovo e batata.Mesmo lamentando as diferenças no espaço, ficam os elogios para a francesinha e a certeza de que a cerveja será um sucesso.Por cima, o molho é tradicional, denso e com um toque mais forte a saber a tomate.É uma sanduíche incrível, feita com carnes, queijo derretido e um molho especial.Aqui o pão não é pão de forma, é um biju alargado com um formato específico e que continua a ser feito pelos mesmos fornecedores desde o início. O início da década de 50 trouxe a França uma viragem em termosde moda, aparecem as saias rodadas mais curtas, os decotes… modas queinteressavam e muito a Daniel que se conta ser um mulherengo de primeira. Pelocontrário, em Portugal, mantínhamos os hábitos conservadores em relação àsvestimentas da mulher. Ora, portanto, podíamos descrever a mulher francesa comosendo mais picante em comparação com a mulher portuguesa, tendo então mais aver com o molho da francesinha de origem ultra picante. Além disso, o seu preço é bastante acessível face a outras opções em redor. Em reunião aqui com os Solteiros e Casados decidimos eleger o Santiago aqui no nosso roteiro. Pois bem, é uma francesinha bem recheada e com excelente relação qualidade–preço. Prova disso é que até o famoso chef Anthony Bourdain já lá esteve para provar esta iguaria portuense. O pão torrado, a carne saborosa e as batatas fritas que enchem o prato são os prontos de destaque das francesinhas aqui servidas. Na central das francesinhas, ou seja, os Poveiros, a Santa Francesinha é outro dos destaques e as opções por lá são várias. A especialíssima adiciona bacon aos ingredientes habituais e já vem com ovo e batata.